Tornados e vendavais causam destruição no oeste catarinense; Iporã registra rajada de 107 km/h
06 de novembro de 2026 · Jean Wickert Thums
A quarta-feira, 4 de novembro de 2026, foi um dia de muitos estragos no oeste de Santa Catarina. Chapecó, Xanxerê e Xaxim tiveram tornados, e em Chapecó o aeroporto foi destruído.
Além dos tornados, os vendavais provocados pela linha de instabilidade foram destrutivos e atingiram com força os municípios próximos da divisa com o Rio Grande do Sul.
O tornado visto pelo radar
A imagem do radar de Chapecó às 10h30 de 4/11 mostra claramente o tornado. No painel de refletividade (acima, à esquerda) aparece um núcleo muito intenso sobre a cidade. No painel de velocidade (acima, à direita), ventos em sentidos opostos lado a lado indicam a rotação. E no coeficiente de correlação (abaixo, à esquerda), a queda dos valores junto a Chapecó é um sinal típico de detritos levantados pelo tornado.
Radar de Chapecó. Imagem: Previsão Masters
Rajadas de mais de 100 km/h
O mapa abaixo mostra as rajadas registradas pelas estações na região. Várias passaram de 100 km/h. Os destaques foram:
- 143,9 km/h em Chapecó
- 131,0 km/h em Caçador
- 127,8 km/h em Palmitos
- 112,7 km/h em Concórdia
- 109,4 km/h em Maravilha
- 109,1 km/h em Treze Tílias
- 104,8 km/h em Joaçaba
- 101,2 km/h em Mondaí
- 100,7 km/h em Caibi
Mapa: Sigma Meteorologia
Iporã do Oeste: rajada de 107 km/h
A linha de instabilidade atingiu Iporã do Oeste por volta das 10h da manhã. A estação de São Vendelino registrou rajada de 107,3 km/h às 10h03, com vento médio de 72,2 km/h. Na área urbana, a estação da Defesa Civil chegou a 103 km/h.
A passagem da linha de instabilidade também derrubou a temperatura: em poucos minutos, ela caiu de cerca de 24 °C para 17,5 °C.
Gráfico: Sigma Meteorologia
Oeste sem energia elétrica
Grande parte do oeste catarinense ficou sem energia elétrica. No mapa da Celesc abaixo, os municípios em vermelho tiveram mais da metade das unidades consumidoras sem energia, com destaque para a faixa próxima da divisa com o Rio Grande do Sul.
48 horas depois, vários municípios ainda seguem afetados.
Mapa: Celesc